Inteligência Artificial

Polícia britânica construiu uma vasta máquina de previsão de crimes. Alguns resultados não eram confiáveis

Lançado em 2016 pelo Conselho Municipal de Bristol e pela Polícia Regional de Avon e Somerset, o banco de dados armazenou todo tipo de informação sensível — relatórios de inteligência policial, situação habitacional, prontuários de saúde mental, gravidez na adolescência, inscrição em cursos de parentalidade e refeições escolares gratuitas.


Matt Burgess,Mark Wilding Quinta - 25 de Junho de 2026 às 14:51
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John Pegram says he wants police to scrap the Offender Management App. Photograph: Alice Zoo

Lançado em 2016 pelo Conselho Municipal de Bristol e pela Polícia Regional de Avon e Somerset, o banco de dados armazenou todo tipo de informação sensível — relatórios de inteligência policial, situação habitacional, prontuários de saúde mental, gravidez na adolescência, inscrição em cursos de parentalidade, refeições escolares gratuitas. Com base nesses dados sensíveis, autoridades construíram modelos de aprendizado de máquina para atribuir notas a milhares de adultos e crianças. Esperavam construir o que chamavam de um "retrato de ameaça, dano e risco" na região. Em um evento no início de 2022 para ajudar autoridades a combater crimes de exploração infantil, uma cientista de dados da polícia descreveu parte da abordagem assim: "Eu basicamente jogo todos esses dados em um balde grande e mexo com uma espátula de ciência de dados, e no final sai uma nota de risco linda para todo mundo."

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John Pegram says he wants police to scrap the Offender Management App. Photograph: Alice Zoo

Essa pontuação de risco dentro do Think Family Database (Banco de Dados Pense na Família) era apenas uma parte do extenso programa de análise preditiva da Polícia de Avon e Somerset. Entre pelo menos 23 modelos separados que a corpor

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