Cibercriminosos levantam US$680 milhões com cartões roubados

Cibercriminosos russos que direcionam ataques a redes de varejo norte-americanas podem ter levantado quantia próxima a US$ 680 milhões ao ano com suas ações. A estimativa é da consultoria de segurança Group-IB.


Sexta - 17 de Outubro de 2014 às 17:56

Cibercriminosos russos que direcionam ataques a redes de varejo norte-americanas podem ter levantado quantia próxima a US$ 680 milhões ao ano com suas ações. A estimativa é da consultoria de segurança Group-IB.

A empresa avaliou um market place chamado de Swiped, um dos mais significantes sites de comércio de cartões roubados do mundo, e descobriu 6,78 milhões de tarjetas à venda. Desse total, 5,5 milhões haviam sido colocadas online no ano passado, sublinhando comentários feitos por russos no fórum de que a segurança do varejo nos Estados Unidos é “péssima”.

Apesar de o site agrupar milhares de criminosos já identificados por autoridades, cerca de dois terços dos cartões comercializados por lá haviam sido comprados por apenas 1% dos usuários, gerando aproximadamente US$ 4 milhões em taxas para o fórum.

Do lado da oferta, um único provedor chamado “Rescator” forneceu, sozinho, mais de cinco milhões cartões roubados apenas entre dezembro de 2013 e fevereiro de 2014. Aparentemente, isso teria ocorrido durante o ataque a rede de varejo Target. Segundo a consultoria, ele vendeu 151 mil cartões de alta qualidade, lucrando US$ 1 milhão.

Cerca de 5,2 milhões de tarjetas disponíveis no Swiped originam-se dos Estados Unidos; 233 mil vêm da Malásia e 101 mil do Reino Unido. Há uma quantia de cartões de outros países da Europa e também do Brasil. O preço médio de cada cartão é de US$ 20.

Os ataques a cartões de crédito parecem ter estancado o apetite dos cibercriminosos para outras modalidades de fraude. Alguns índices, revela o estudo, registraram queda. Nessa lista encontram-se software falso, phishing e venda de exploits. Apenas o bom e velho spam segue a todo vapor, tendo levantado US$ 549 milhões.

“Com os acontecimentos recentes, como os vazamentos de segurança no JPMorgan, Home Depot , Target e outros, vale a pena saber quais ameaças importam e onde melhor alocar os recursos de segurança”, avaliou o CEO Group-IB, Ilya Sachkov, que concorda com que a ofensiva ao cibercrime russo parece ter surtido algum efeito, muito por conta da pressão internacional. 


FONTE

IDGNOW

Comentários (0)

Os comentários estão fechados para este conteúdo.

Nenhum comentário publicado até agora.